O quarto 7 continuava cheirando a protetor solar e véspera de ano-novo. Foi ali que Tomás dormiu no último verão de verdade — antes de o barco, antes do silêncio, antes de Nina aprender que o mar devolve chinelo, boné, prancha, mas nunca devolve pessoas.
Na mesinha, um caderno de reservas aberto em janeiro de 2009. A letra do pai: "Tomás — quarto 7 — fica até quando quiser." Alguém tinha sublinhado o "até quando quiser" a caneta nova. Tinta fresca.